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Livros Resenha

O diabo veste Prada

1 de dezembro de 2015

          Uma resenha repleta de infames curiosidades e grandes nomes da moda mundial.

         Sou uma fã do amor, dessas de carteirinha. Seja o terrível e arrebatador sentimento vivido por um casal, ou a paz e felicidade emanadas de uma criança que dorme nos braços da mãe, ou laços de irmandade que não se desfazem mesmo submetidos ao tempo e a distancia. Sou dessas que torce incansavelmente pelo amor próprio! Pela confiança e o apego a si mesma, por isso sou facilmente conquistada pela categoria romance em qualquer livraria. E vou acabar levando comigo aqueles que, além de tudo, me fizerem rir. E assim acabou sendo como O diabo veste Prada.

        Com certeza você já deve conhecer esse título, o que possivelmente você não sabe é que ele é um livro! Sendo bem exata, ele é o primeiro romance da escritora norte-americana Lauren Weisberger, lançado no ano de 2003, pela editora Broadway Book e permaneceu no topo da lista dos mais vendidos do jornal New York Times, sendo publicado em mais de 30 países. No Brasil, a publicação foi pela editora Record. Considerado um fenômeno literário, inspirou o filme homônimo estrelado por, um ícone do cinema, Meryl Streep no papel que lhe concedeu uma indicação ao Oscar e um Globo de Ouro de Melhor Atriz Cômica, Miranda Priestly, editora-megera-chefe da revista Runway americana, e Anne Hathaway, como Andrea Sachs, recém-formada pela Universidade Bronw, que vai descobrir que o emprego dos sonhos está mais próximo de um pesadelo. Entretanto, não tome por dispensável a leitura, uma vez assistido a trama, ao contrário, esvazie a mente para deixar-se surpreender.
Dando voz a bem-humorada, sarcástica e inteligente Andrea, o livro segue contando seus dias como assistente nos bastidores de uma revista de moda e sua, aterrorizante, chefe – temática que vem se tornando cada vez mais frequente – na cosmopolita New York. Há quem diga que a história é uma ilustração dos dias de Lauren como assistente de Anna Wintour, diretora-chefe da edição norte-americana da real revista Vogue, que compareceu à estreia do filme, lançado em 2006, vestindo Prada. Coincidência? Os boatos são desmentidos pela autora, que insiste em afirmar ser apenas ficção. O que não é fictício são os grandes nomes da moda presentes por toda narrativa, como Miuccia Prada, Tommy Hilfiger, Donatella Versace, Giorgio Armani, Oscar de la Renta e Manolo Blahnik.
Um dos destaques é a descrição emocional da obra, sendo a maior parte dos diálogos curtos. Principalmente nas falas de Miranda, afinal quem imaginaria a toda poderosa da moda trocando mais de três frases com sua subalterna? A descrição da cena e todas as falas implícitas ficam por conta do ponto de vista de Andy e devo agradecer pelos valores passados a ela! Até hoje ecoa na minha cabeça o modo como era pronunciado seu nome: “Ahn-dre-ah” e só pela grafia você já pode imaginar o contexto.
Contudo, eu amo vilãs! E com a senhora Priestly não foi diferente. É difícil não se sentir atraída pelo respeito que ela impõe, por nunca precisar repetir uma frase, por uma carreira mais que bem sucedida e por não precisar engolir nenhum sapo, uma vez que ela mesma é o bicho. Honras sejam dadas, nos meses em que a história discorre, não houve um momento em que ela parou de trabalhar ou foi ineficiente em sua função, porém isso não é desculpa para um boletim atualizado a cada 15 minutos.
Com uma escrita leve e de fácil compreensão, cheia de elementos cotidianos e referenciais, O diabo veste Prada proporciona uma leitura agradável e viciante, já que a cada nova ordem, o nível de insanidade aumenta e mais nos afeiçoamos a protagonista. Na expectativa de saber o que virá depois é impossível parar de ler, levando-nos ao bordão “só mais um capítulo. Possui também uma dualidade entre estar na moda e as saladas necessárias para isso, com aspectos reflexivos sobre beleza e comportamento.
Prontamente eu a classificaria como a comédia romântica da mulher moderna, onde o par amoroso não é uma figura masculina e sim um ideal de vida e valores pessoais. Se, por alguns instantes, você se desvencilhar do enredo, facilmente poderá lembrar situações, menos exageradas, porém reais.  O que nos questiona sobre os sacrifícios necessários, ou não, para construir uma carreira de sucesso. A mim, proporcionou tardes agradáveis e ensinamentos valiosos. O foda-se passou a ter um novo significado!
Indico a qualquer um que queira se divertir e conhecer um pouco mais sobre os bastidores do mundo fashion, apesar das duras críticas recebidas nas duas matérias referentes ao livro no jornal New York Times. O que não seria diferente no gênero “trabalhar e contar”. Afinal, se tudo é alusão a grande realidade ‘voguiana’, não acredito que o jornal apoiaria um texto tão severo, mesmo que caricato, contra uma potência editorial de porte.  O que nos leva a questionar a motivação da crítica. De qualquer forma, nada melhor que ler e tirar as próprias conclusões!
O diabo veste Prada é encontrado facilmente nas livrarias on-line, como Cultura ou Travessa, e em grandes centros nas livrarias físicas. Publicado em papel off-white, confortável para leitura e de toque agradável, entretanto também possui versão digital. Possui uma capa linda – apesar de ter outras capas conforme edições mundiais – onde o melhor amigo de muitas mulheres é estilizado com o tridente.

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13 Comentários

  • Reply
    Thabatta Pereira
    2 de dezembro de 2015 at 21:40

    Amo Miranda, sua descrição me fez pensar "ah, o poder!".
    Amo ler antes de ver o filme, são super mais ricos em detalhes! Obviamente já vi esse filme mas ainda não li, porém fiquei instigada 😉
    Beijos

  • Reply
    Vitória Bruscato
    2 de dezembro de 2015 at 22:53

    Lu, e você ainda pergunta se está bom? Está ótimo! Que resenha maravilhosa! Eu amei! O jeito que você escreve é maravilhoso, sério. Me prendeu o post inteiro!/
    Eu nunca tive vontade de ver o filme/ler o livro, mas agora… Hahahah!

  • Reply
    Ingrid Caroline
    3 de dezembro de 2015 at 12:28

    Eu amo essa historia, ela é ótima, como futura jornalista de moda me identifiquei bastante…. Existem várias "Mirandas" nesse meio e muitas jornalistas que ingressam nessa área sem a definição do seu perfil profissional.
    Tenho um outro livro da Lauren que quero ler, mas sempre coloco as leituras, chatas, da faculdade na frente =/

    Beijo, //www.cantinhob.com

  • Reply
    Lu _sfn
    3 de dezembro de 2015 at 12:30

    Oie Amora!! Eu tenho todos os livros dela! É uma das minhas escritoras preferidas! Pretendo contar um pouco de cada um, até pq de todos os dela, esse não é o meu preferido… rsrsr mas resolvi começar pelo que li primeiro.
    bjoks

  • Reply
    Lu _sfn
    3 de dezembro de 2015 at 12:32

    Oi Vi,
    Mas agora vc sabe um pouquinho da trama. Ela tem outros livros bem bacanas e esse foi só o primeiro livro resenhado, fica ligada, pq aí vem mais.
    Bjoks

  • Reply
    Lu _sfn
    3 de dezembro de 2015 at 12:34

    Oi Tha,
    O filme é um dos meus 10 preferidos, mas o livro e o filme tem coisas diferentes, fora o prazer de ler! Então indico muito! Ah, sem contar que o livro tem continuação.!!!
    Bjoks

  • Reply
    Sorrisos por Aí
    3 de dezembro de 2015 at 22:58

    Oiii Lu, também amamos livros de romance, não conhecíamos este ainda mas já ouvimos falar do filme, parece ser muito bom!! Adoramos seu blog e já estamos seguindo, o nosso ainda tá no comecinho, dá uma passadinha lá! Bjss
    //sorrisosporai.blogspot.com.br/

  • Reply
    Fernanda
    3 de dezembro de 2015 at 22:58

    É bem legal esse livro!! Adorei!

    Beijinhos

    //www.brisadatarde.com

  • Reply
    RScovino
    8 de dezembro de 2015 at 00:35

    Oi, amora nora!
    Delícia d resenha!
    Na obra citada, consigo passear entre o poder e a beleza… A beleza do poder… Poder ter beleza e poder… A beleza pode… Onde toda liderança é a essência do poder!
    É traduzido o fazer valer e acontecer sem "descer dos saltos"…
    Parabéns!

  • Reply
    Isabella Proença
    8 de dezembro de 2015 at 00:35

    Nossa, que demais! Conheço o filme e o livro, mas nunca assisti e nem li, agora deu vontade. Não sabia que era de 2003, pensei que fosse mais antigo. Beijos!

    //isabellanogueiraproenca.blogspot.com.br/2015/12/fuierecomendorj-cana-kriok.html

  • Reply
    Blog Confident
    16 de dezembro de 2015 at 22:49

    Nossa! Que resenha maravilhosa! Eu simplesmente adorei… Nunca li o livro, sempre assisti o filme e assumo que sou grande fan da trama… Parabéns!

  • Reply
    Priscila Pereira
    18 de dezembro de 2015 at 10:23

    Estou a procura deste livro ha muito tempo, mas nunca consigo achar! A sua resenha ficou muito boa e me deu mais vontade ainda de ler. Grande bj
    //www.parisdepriscila.com

  • Reply
    Ciana Andrade
    17 de julho de 2016 at 19:13

    Eu já assisti o filme diversas vezes.rsrs Eu adoro o filme, adoro Meryl Streep. Também sabia que era um livro e acredite, comprei recentemente dois livros nas Americanas que estavam em promoção porque não estou podendo comprar nada, e cheguei a pegar este, inclusive era a mesma capa linda desse salto, só que o preço estava meio salgado pra mim e o deixei de lado, mas na próxima vou pegar.rsrs
    Estou me aventurando nas resenhas agora, então eu quis pegar livros que ainda não tinha ouvido falar também e de assuntos diferentes, mas com essa sua resenha Lu, ai até me arrependi de ter deixado lá.rsrs Adorei! bjs

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